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Quando precisamos ter conversas difíceis

Tempo de leitura: 3 min

Uma escrita, muitas formas de consumi-la.

Quando precisamos ter conversas difíceis
Eu leio para você…

No papel de pais, muitas vezes teremos que lidar com dúvidas sobre como conversar com filhos sobre determinados temas difíceis. Acredito que a morte seja um dos que geram mais insegurança. Lidar com a morte nos deixa um pouco no mesmo lugar da criança, insegura diante de algo que não encontra respostas. Quando o luto chega nas famílias, normalmente, acontece pela perda de alguém mais velho, um tio, avó, avô, alguém que, de certa forma, também fez parte da nossa próprias memórias de infância. Daí a dificuldade. Afinal, como ser, para outro, o pai que gostaríamos de ter para nós mesmos naquele momento?

Antes de ser suporte para alguém é preciso permitir-se viver a própria dor e o sofrimento. Estar triste é inerente ao fato de sermos humanos e ao mostramos nossa vulnerabilidade também estamos ensinando sobre humanidade. Portanto, é essencial cuidar, primeiro, de si. Uma conversa com um amigo ou um profissional  ajuda a ter novos pontos de vista. Alguém que possa oferecer escuta ou que possa simplesmente nos dar um abraço e conforto. Partindo de um lugar mais organizado mentalmente, teremos mais chances de sucesso na tarefa de transmitir força para a criança.

O planejamento de conversa difícil pode via través de uma estratégia de comunicação, mas ela pode se tornar mais poderosa se aprendermos a aliar o pensar ao sentir. Isso porque a comunicação envolve linguagem verbal e não verbal, sendo que apenas 7% estão relacionados com as palavras. Quando aprendemos a acessar um estado de interiorização antes de nos comunicarmos, passamos a fazer isso partir de um lugar de conexão com nossa essência. Neste estado, entregamo-nos ao fluxo e as coisas parecem acontecer de maneira mais fluida; em outras palavras, o essencial a ser feito surge naturalmente e as coisas são conduzidas de uma forma muito mais simples do que poderíamos prever. Às vezes, até as respostas que pretendíamos dar, as lacunas que pensamos preencher, mostram-se desnecessárias. Podemos ser surpreendidos pela reação da criança, pelo entendimento que ela é capaz de elaborar.

Nestes estados, a criança apenas sente a presença atenta e calorosa de um adulto e isso é o suficiente para lhe trazer tudo que ela precisa naquele momento. É como se a criança fosse preparada antes de estarmos frente a frente. Segundo o Instituto Heartmath® isso tem uma explicação. Neste estado, geramos um campo eletromagnético e isso já altera a recetividade do ouvinte. Podemos aprender a nos comunicarmos através das palavras mas, principalmente, através das nossas sensações mais genuínas, que habitam o nosso coração. 

As crianças não se traumatizam

porque se machucam, elas se machucam porque ficam sozinhas com suas feridas.

Dr. Gabor Maté

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